missão

foi caminhando, 

com os pés calçados. 

por pouco tempo. 

a sola logo desfaleceria. 

 

ouviu bilhões de vozes. 

entre atender a cada um 

escolheu atender a todos. 

 

sentiam o calor da areia 

em seus pés descalços, 

em seus joelhos no chão. 

 

dia, tarde, noite. 

oração e tentação. 

 

o frio acompanhava-o. 

maltrapilho, malvestido. 

bilhões de pedras 

prontas para lhe apedrejar. 

 

ele foi a meu encontro, 

e estendeu os braços 

em forma de uma cruz. 

 

pediu perdão por nós. 

virou sua face e morreu. 

 

eu o matei. 

morreu por mim. 

3 comentários:

Anônimo disse...

Estou muda! :O
Só posso dizer: Lindo, lindo e mil vezes lindo! *-*

Magnólia Ramos disse...

Que texto belíssimo!!!
Encantadíssima aqui!

Parabéns pela excelente postagem! =)

Uslei do Carmo disse...

Meu silêncio ao fim do texto
foi a única coisa que consegui expressar.
Parabéns tião!