nove segundos

O Silêncio inconstante, cessa
quando um uníssono se rebela
através da chuva áurea
que cai e molha a terra
Uniformemente e sem distinção.

E com o silencio disperso.
Resta-me as lembrança e
seus significados oscilantes.
Ora estou feliz, ora triste.

E em uma desses oscilantes repentinos,
lembro-me de quando conheci a ti.
E como me despertara com seu
adocicado perfume e com seus passos altos.

Tinha jeito de noviça e se comporta como tal.
Era jubilante com seu vestido vinho.
Num golpe de destino entrelaçado na sorte
trocamos os primeiros verbos.

Lembro-me bem, tremia e olhava em seus olhos
em busca de segurança, porém não a encontrava
e continuava a tremer, receoso pelas palavras.
Então disse a mim mesmo, sou homem macho.
Tenho que criar coragem nessa margem.

Virei às costas, respirei bem fundo,
peguei seu braço pressionei com o meu
Olhei fundo nos seus olhos.
Te beijei bem forte e disse bem baixinho,
pra todo o seu mundo escutar :
- te amo!

4 comentários:

Cristiane disse...

Simplismente lindooo!!!

patrícia disse...

você é tão lindo *-----*
como sempre, poema maravilhoso.. amei!
parabéns e obrigada ♥

Eddie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eddie disse...

...e aparece o lado poeta-romântico...rs
Muito bom cara