do Haiti

O céu de poeira surgiu.
De um jeito inverso.
Veio um abalo,
meio sem rumo.
Pegou inesperado
de mendigos à
presidentes.
Quem apagou
a luz da sobriedade?
Por que ouço gritos?
Veio a baixo o teto
aparentemente era
imortal, imóvel, eterno.
Tudo no chão,
culpa do chão.
Catástrofe! Maldição!
Ao longe nos montes
tudo submerso
por um onda maligna,
de espumas negras
e inóspitas de poeira.
Na planície corpos
presos pelas algas de
ferro fundido
e concreto armado.
Todos à espera
de pescadores
de almas e corpos.
Quando virão?
Ouço gritos!
De onde vem?
Não sei nadar
vou tentar, também
gritar!

3 comentários:

Mel Almeida disse...

É uma situação horrível, a que essas pessoas se encontram.
A única coisa que podemos fazer é orar, e pedir a Deus que mais possam se salvar dessa catástrofe sem tamanho.
Ainda que venha de uma causa tão triste e cruel, foi uma belíssima postagem!
Parabéns! ;D

Aguardo a próxima!

;**

SUSANA disse...

Isso é ser poeta, tirar da catástrofe a poesia. Muito bom seu blog!

Eddie disse...

Muito bom cara. Você conseguiu descrever a tragédia de uma forma poética e bem detalhada. Parece até que você estava lá. E de certa forma acho que todos nós estavamos lá. Uma coisa tão triste atinge toda a humanidade, ou pelo menos o resto de humanidade que ainda há em cada ser humano.